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Tribuna: Testes de câmeras em ônibus metropolitanos começam ainda este mês

Curitiba, 06 de setembro de 2017 | 11h53

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Reportagem do jornal Tribuna mostra o sucesso de nosso ato na terça-feira (05): 

Motoristas e cobradores do transporte público tiveram apoio dos passageiros durante a manifestação que parou por uma hora o fluxo dos veículos, na manhã da última terça-feira. A população disse que se sente insegura dentro dos ônibus e reclamou que, até agora, pouca coisa tem sido feita. 

Durante a parada dos trabalhadores, todos os ônibus que tinham ponto nas praças Rui Barbosa, Carlos Gomes, Praça Osório, Praça Zacarias e Tiradentes, além da Travessa Moreira Garcês e Rua Nestor de Castro, ficaram sem rodar das 9h às 10h. Para esta quarta-feira (6), uma nova manifestação está marcada entre 15h e 16h e deve afetar as mesmas linhas.

“Tem que parar muito mais do que uma hora, porque eles estão precisando e ninguém faz nada. Só sabem jogar pedra em quem já tem um caminhão cheio”, desabafou uma idosa que passava pela Praça Rui Barbosa no momento da manifestação.

Foto: Gerson Klaina.

Foto: Gerson Klaina.

Ari, que seguia para o trabalho, não sabia da manifestação, mas achou válida. “Tá complicado. Existe muito assalto, muito roubo. Acho válida, apesar de eu chegar atrasado no trabalho, mas explico para o chefe”, comentou o rapaz, que desceu do ligeirinho da linha Colombo/CIC e dividiu a mesma opinião com outra passageira. “Vou me atrasar no serviço, mas tudo bem, a violência está grande, faz parte, tem que ter alguma atitude mesmo”.

Comissão de segurança

Os casos de insegurança dentro do transporte público sempre foram relatados e denunciados pelos motoristas e cobradores, mas se tornaram mais evidentes desde julho deste ano, quando um motorista foi assassinado em um arrastão em Colombo. Nesta semana, um cobrador foi morto dentro de um coletivo e um motorista esfaqueado dentro de um ligeirinho. Além disso, casos de arrastões e assaltos também aconteceram nos últimos dias.

Depois da morte do cobrador em Colombo, uma comissão de segurança foi criada para discutir os pedidos da categoria. A principal reivindicação é a instalação de câmeras de segurança nos coletivos. Segundo o Sindimoc, de julho pra cá, várias reuniões já foram feitas e a Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec) foi a única que apresentou uma tentativa de solução para o pedido dos motoristas e cobradores. De acordo com o sindicato dos motoristas, a Urbanização de Curitiba S/A (Urbs) ainda avalia a situação.

Foto: Gerson Klaina

Foto: Gerson Klaina

Conforme a Comec, o comitê tem se reunido a cada 15 dias para pensar em soluções e neste mês, os testes dos equipamentos de monitoramento vão começar a ser feitos na RMC. A Comec explicou que são seis empresas de tecnologia, que estão testando seus sistemas nos ônibus de diferentes permissionárias, para que depois o resultado seja analisado pelo Comitê Permanente de Segurança no Transporte Coletivo Metropolitano. 

Outras cobranças

Outra demanda dos trabalhadores do transporte coletivo era a criação de um setor de inteligência que reunisse os representantes do Sindimoc, das forças de segurança e das empresas, para que a comunicação dos eventuais assaltos fosse mais rápida. Segundo o sindicato, este pedido já foi aceito e o setor tem funcionado. Agora, os órgãos de segurança pública têm acesso a relatórios e levantamentos dos locais e das linhas com mais ocorrências de furto, roubo, vandalismo, assédio sexual e fura-catraca. O outro pedido do Sindimoc, de que houvesse uma espécie de capacitação de motoristas e cobradores para saberem lidar em situações de risco, também está fluindo. A Comec explicou que palestras com motoristas e cobradores das empresas metropolitanas estão sendo agendadas.

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