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Motoristas e cobradores entregam Pauta de Reivindicações e pedem recomposição do poder de compra

Curitiba, 29 de janeiro de 2018 | 17h32

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O Sindimoc acaba de protocolar no Setransp (sindicato patronal), na URBS S/A e na Comec os 81 itens da pauta de reivindicações para a Convenção Coletiva de Trabalho de 2018. As solicitações da categoria buscam uma realidade mais digna para os trabalhadores do transporte coletivo.

Após conversar com os trabalhadores nas assembleias realizadas ao longo dos dias 22 a 25 de janeiro, o presidente do Sindimoc, Anderson Teixeira, acredita que este é o momento mais importante de união e participação ativa dos trabalhadores. “O sindicato é feito por trabalhadores. Precisamos, mais do que nunca, de união da categoria para termos forças de negociar com os patrões”.

O contexto nacional de desmonte dos direitos trabalhistas (com a Reforma Trabalhista em vigor e a Reforma da Previdência no bolso do governo) é mais um motivo para lutar.

“Estamos vivendo uma época de corte de direitos dos trabalhadores por todos os lados. Temos que reagir e usar esta situação nacional como alavanca para lutarmos ainda mais aqui, por nossos salários e pelo futuro de nossa família”.  

Recomposição do poder de compra

Dentre as reivindicações, motoristas e cobradores pedem reajuste salarial de 10% sobre o piso salarial e requerem que o valor do Auxílio Alimentação seja igual ao oferecido aos funcionários da Urbs que atuam no transporte coletivo, buscando maior equiparidade de poder de compra entre os trabalhadores do transporte.

Atualmente, os funcionários da Urbs recebem R$ 670,48 mais vale crédito no cartão alimentação de R$ 306,74, totalizando R$ 977,22. Além disso, requer-se também que seja antecipada a data do crédito do cartão para o dia 01 de cada mês.

Desde 2011, motoristas e cobradores conquistaram um Cartão Alimentação, que hoje está em R$ 575,00. Até 2010, esse benefício não existia - apenas era dada uma cesta básica, de valor inferior a R$ 100.

Fim do intervalo intrajornada e manutenção da data-base

O Sindimoc reivindica a manutenção da data-base para 1º de fevereiro e também a extinção total da possibilidade de ampliação do intervalo intrajornada, tanto para trabalhadores do transporte urbano como metropolitano.

A intenção é não permitir que os trabalhadores tenham que fazer, por exemplo, três horas de manhã e três horas à tarde, com um grande intervalo entre as duas, o que afeta toda dinâmica e da vida social e familiar.

Mudança no controle de jornada

Alteração do modelo de controle atual para um que não possa ser alterado e que possa ser acompanhado e retirado diariamente pelo funcionário, para que seja registrado todo o período efetivamente trabalhado, e não apenas o horário registrado nas catracas.

Assim, o tempo em que o trabalhador estiver à disposição da empresa (seja durante o deslocamento do local de parada até a empresa, seja no tempo de permanência na garagem) deve ser computado na jornada de trabalho.

O Sindimoc reivindica, principalmente, que haja um sistema no qual o trabalhador tenha acesso à informação, conforme determina a legislação brasileira.

Proibição do desconto em caso de acidente

A atividade dos motoristas e cobradores, bem como de qualquer outro profissional que trabalhe constantemente à mercê do trânsito, tem como risco natural a propensão à acidentes. O Sindimoc, portanto, considera extremamente injusto que sejam aplicados descontos ao operador.

Abono de R$ 500,00

A pauta também reivindica um abono no valor de R$ 500,00, a ser pago até dia 01/10/2018 ou no retorno das férias. Esse benefício vem sendo conquistado pela categoria desde 2011. Até 2010, esse benefício também não existia.

Treinamentos e convocações apenas dentro do horário de trabalho

Os trabalhadores também reivindicam a proibição de convocação de funcionário (por exemplo para explicações sobre autuações da Urbs, prestação de contas, etc) ou realização de qualquer treinamento fora do horário de trabalho. Ou, se realizado fora, que seja devidamente remunerado como hora extraordinária.

Manutenção das escalas determinadas na contratação

Motoristas e cobradores exigem que seja proibido a alteração das escalas/jornadas de trabalho sem que o trabalhador concorde integralmente. O Sindimoc sabe que as variações de escala são muitas vezes utilizadas como forma de punição e assédio moral, portanto, reivindica a manutenção das escadas fixas determinadas no momento da contratação.

Clique aqui e confira a pauta de reivindicações completa da Campanha Salarial 2018 dos motoristas e cobradores de Curitiba e Região Metropolitana.

 

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