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Tribunal agenda audiência de conciliação sobre a negociação salarial 2018

Curitiba, 26 de março de 2018 | 16h44

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O Tribunal Regional do Trabalho (TRT-PR) acaba de agendar reunião de conciliação entre trabalhadores e patrões do transporte coletivo de Curitiba e Região Metropolitana. Será no dia 12 de abril, quinta-feira, às 16:30 horas, na sede do Tribunal. 
 
Nossas principais reivindicações são:
 
1. Recomposição do poder de compra
Reajuste salarial de 10% sobre o piso salarial e valor do Auxílio Alimentação igual ao oferecido aos funcionários da Urbs que atuam no transporte coletivo, buscando maior equiparidade de poder de compra entre os trabalhadores do transporte. Atualmente, os funcionários da Urbs recebem R$ 670,48 mais vale crédito no cartão alimentação de R$ 306,74, totalizando R$ 977,22. Além disso, requer-se também que seja antecipada a data do crédito do cartão para o dia 01 de cada mês. Desde 2011, motoristas e cobradores conquistaram um Cartão Alimentação, que hoje está em R$ 575,00. Até 2010, esse benefício não existia - apenas era dada uma cesta básica, de valor inferior a R$ 100.
 
2. Fim do intervalo intrajornada
O Sindimoc reivindica a extinção total da possibilidade de ampliação do intervalo intrajornada, tanto para trabalhadores do transporte urbano como metropolitano. A intenção é não permitir que os trabalhadores tenham que fazer, por exemplo, três horas de manhã e três horas à tarde, com um grande intervalo entre as duas, o que afeta toda dinâmica e da vida social e familiar.
 
3. Mudança no controle de jornada
Alteração do modelo de controle atual para um que não possa ser alterado e que possa ser acompanhado e retirado diariamente pelo funcionário, para que seja registrado todo o período efetivamente trabalhado, e não apenas o horário registrado nas catracas. Assim, o tempo em que o trabalhador estiver à disposição da empresa (seja durante o deslocamento do local de parada até a empresa, seja no tempo de permanência na garagem) deve ser computado na jornada de trabalho. O Sindimoc reivindica, principalmente, que haja um sistema no qual o trabalhador tenha acesso à informação, conforme determina a legislação brasileira.
 
4. Proibição do desconto em caso de acidente
A atividade dos motoristas e cobradores, bem como de qualquer outro profissional que trabalhe constantemente à mercê do trânsito, tem como risco natural a propensão à acidentes. O Sindimoc, portanto, considera extremamente injusto que sejam aplicados descontos ao operador. 
 
5. Abono de R$ 500,00
A pauta também reivindica um abono no valor de R$ 500,00, a ser pago até dia 01/10/2018 ou no retorno das férias. Esse benefício vem sendo conquistado pela categoria desde 2011. Até 2010, esse benefício também não existia.
 
6. Treinamentos e convocações apenas dentro do horário de trabalho
Os trabalhadores também reivindicam a proibição de convocação de funcionário (por exemplo para explicações sobre autuações da Urbs, prestação de contas, etc) ou realização de qualquer treinamento fora do horário de trabalho. Ou, se realizado fora, que seja devidamente remunerado como hora extraordinária. 
 
7. Manutenção das escalas determinadas na contratação
Motoristas e cobradores exigem que seja proibido a alteração das escalas/jornadas de trabalho sem que o trabalhador concorde integralmente. O Sindimoc sabe que as variações de escala são muitas vezes utilizadas como forma de punição e assédio moral, portanto, reivindica a manutenção das escadas fixas determinadas no momento da contratação.
 
Já a proposta dos patrões, que foi totalmenterejeitada pelo Sindimoc na mesa de negociação, priorizava a perda de direitos, com o congelamento do anuênio, retirada dos cobradores e aumento da jornada para 7h20 (o que acarretaria em demissão de pelo menos 30% dos trabalhadores).
 
Em breve, mais informações.
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