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Greve dos Correios atinge 80% da categoria em Curitiba, diz sindicato

Curitiba, 18 de setembro de 2013 | 11h08

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A greve dos trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT)iniciada na noite terça-feira (15), mobiliza 80% dos funcionários do setor operacional em Curitiba, de acordo com estimativa do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom-PR) divulgada na manhã desta quarta-feira (16). A estatal, até as 11h30, não tinha um balanço oficial sobre a paralisação dos trabalhadores na capital, mas garantia que a greve era parcial e que nenhuma agência estava fechada.

Informações preliminares do Sintcom-PR dão conta de que o índice de adesão seria semelhante nos municípios de Cascavel, Foz do Iguaçu, Londrina, Maringá e Ponta Grossa. “Apenas em cidades pequenas é que ainda não temos informações de como está a mobilização”, diz Sebastião Cruz, secretário de finanças da entidade. Em todas as regiões do estado, a paralisação foi aprovada por maioria em assembleias realizadas na terça-feira, segundo Cruz.

 

Na manhã desta quarta-feira, a assessoria de imprensa dos Correios no Paraná ainda não tinha um levantamento de como os serviços de entrega de pacotes e correspondências estavam sendo afetados pela paralisação. A empresa garantia, entretanto, que serviços de entrega de urgência, como Sedex 10 e Sedex Hoje, não seriam suspensos, como já ocorreu em paralisações anteriores.

O sindicato dos trabalhadores alerta os usuários dos serviços que o trabalho ficará prejudicado enquanto durar a paralisação. “O atendimento nas agências está normalizado, mas a maioria dos funcionários que fazem a separação e a distribuição está de braços cruzados, o que retardará o andamento do processo”, afirma o secretário de finanças do Sintcom-PR.

Segundo ele, os funcionários que trabalham nas agências não participam da greve porque fazem parte de um grupo à parte das reivindicações feitas pelo sindicato. Conforme dados da empresa, em todo o Paraná os Correios têm 6,3 mil trabalhadores, dos quais, aproximadamente dois mil estão lotados na capital. Em média, 1,3 milhão de encomendas são distribuídas diariamente no estado – 800 mil em Curitiba.

Em Curitiba, dirigentes do sindicato passaram a noite em frente ao prédio dos Correios localizado no cruzamento da Rua João Negrão com a Avenida Iguaçu, no bairro Rebouças. Segundo a entidade, uma manifestação está sendo programada para ser realizada na cidade, mas ainda não há definição de horário ou data para ocorrer.

Reivindicações

Cruz afirma que a deflagração da greve foi decidida apenas quando os empregados não viram outra alternativa para demonstrar a insatisfação com as propostas de reajuste salarial da empresa. “Não queríamos prejudicar a população, mas a empresa ofereceu 4,5% de aumento sem abertura para negociação”, afirma. Os trabalhadores dos Correios reivindicam um índice bem diferente de reposição salarial – 41,03%, que corresponderia a perdas ocorridas desde agosto de 1994. Outros pedidos são de aumento linear de R$ 300 no piso salarial da categoria, que é de R$ 640, além de segurança armada e portas giratórias nas agências e redução da jornada de trabalho.

A empresa alega que não há condições de fazer o reajuste reivindicado, e que os trabalhadores foram informados disso. Segundo a assessoria de imprensa dos Correios, caso os pedidos fossem atendidos, a estatal sofreria um impacto de R$ 54 bilhões anuais na folha de pagamento, o que supera o orçamento anual, que é de R$ 13 bilhões.

Anualmente, a negociação é feita em Brasília, entre a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) e a direção nacional da empresa. Por todo o país, a Fentect conta com 35 sindicatos regionais, dos quais 33 haviam aderido à paralisação até as 11h30 desta quarta-feira.

2008

Em 2008, trabalhadores dos Correios realizaram duas paralisações de nível nacional. Em abril, os carteiros ficaram parados por cinco dias, entre 1º e 5, para reivindicar um aumento no repasse de participação nos lucros, além de adicional de periculosidade. O movimento grevista foi encerrado depois que a direção da empresa se propôs a instituir uma comissão para discutir os repasses, e prometeu resposta em 90 dias.

Passados os 90 dias, no dia 1º de julho, sem uma resposta, os empregados voltaram a paralisar as atividades. A nova greve durou 21 dias e foi encerrada com um acordo por meio do qual a ECT se comprometeu a pagar os 30% do salário-base para 43 mil carteiros que trabalham na distribuição e coleta externa, que a categoria solicitava como adicional de risco. A empresa afirmou ainda que não descontaria os dias parados dos vencimentos dos trabalhadores, que seriam compensadas por banco de horas. Durante o período de paralisação, estima-se que três milhões de correspondências deixaram de ser entregues em Curitiba.

Fonte da notícia: Gazeta do Povo

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